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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ESTE MAGNÍFICO EDIFÍCIO ADAPTA-SE ÀS ESTAÇÕES DO ANO

Mäyjo, 19.03.17

Sharifi house 1

Teerão seria uma das últimas capitais onde esperávamos ver inovação arquitetónica, daquela que quebra barreiras nunca antes navegadas, mas a verdade é que o edifício Sharifi-Ha, na capital iraniana, está muito perto de conseguir esse feito.

 

Com cinco andares, o edifício conta com salas rotativas, criando novos espaços e adaptando-se às estações do ano. Segundo o atelier de arquitectura iraniano Nextoffice, que desenvolveu o projecto, esta característica móvel das divisões é conseguida com apenas um toque num botão, ficando assim o edifício com três salas rotativas: a sala do pequeno-almoço, o quarto de hóspedes e o escritório. Os três recantos podem rodar à procura de novos espaços, vistas ou luz.

Na verdade, estas divisões não são mais do que caixas de madeira, vistas de fora, com uma base rotativa. Durante os Invernos rigorosos de Teerão, elas podem fechar-se no edifício, mantendo a casa quente. No Verão, porém, elas abrem para ventilar a casa.

A casa tem ainda duas caves, para o ginásio e outras infra-estruturas de lazer. No rés-do-chão fica a garagem, enquanto no primeiro e segundos andares encontra-se o espaço dedicado ao convívio: a sala principal. Os dois últimos andares albergam os quartos, casa de banho, outra sala e uma cozinha.

“A casa adapta-se às necessidades funcionais dos seus ocupantes. O quarto de hóspedes pode ser reconfigurado para diferentes propósitos”, explicou um porta-voz da Nextoffice. “Com esta inovação, é possível termos diferentes cenários de luz e estações do ano”.

A casa é inspirada, na verdade, nas habitações tradicionais iranianas, que possuem salas de Verão e Inverno, consoante as diferenças de temperatura da época. Assim, estas divisões rotativas podem ser importantes para manter a casa quente no Inverno e fria no Verão, e não unicamente para propósitos de marketing e visibilidade.

A Sharifi-Ha foi nomeada para o Festival de Arquitetura do Mundo, em 2014.

 

 

Come-se carne demais!

Mäyjo, 12.03.17

 

Insistimos que é urgente e importante que as pessoas entendam que se come carne e proteína de origem animal demais. Em Portugal, e em muitos outros países, sobretudo da Europa, América e Oceania.  Os efeitos deste excesso são nefastos, não só para a saúde, mas também para o ambiente, já para não falar no bem-estar animal, como várias vezes aqui se falou. Procurem saber, não vale enfiar a cabeça na areia!

Imagem daqui
A maior longevidade de vegetarianos e sobretudo de veganos, prova que não é necessário comer carne, peixe e alimentos de origem animal, desde que o regime alimentar seja equilibrado.
Além disso, nada impede uma pessoa omnívora de fazer uma maioria de refeições vegetarianas. 
 
Sobre o assunto, transcrevo o artigo publicado hoje em vários meios de comunicação social, referindo um estudo comparativo efetuado pela ZERO -  Associação Sistema Terrestre Sustentável:



 
Os portugueses consomem 4,4 vezes mais carne, ovos e pescado que o necessário, o que prejudica a saúde, o ambiente e o orçamento familiar, alertaram hoje os ambientalistas da Zero, defendendo a opção por leguminosas.
 
Imagem daqui
Verificamos que os portugueses consomem 4,4 vezes acima daquilo que seria necessário deste componente, da carne, ovos e pescado", disse à agência Lusa Susana Fonseca, da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero.
 
Num ano, "devíamos consumir à volta de 33 quilogramas do conjunto de carne, ovos e pescado e estamos a consumir muito acima disso, cerca de 178 quilogramas, portanto 145 quilogramas a mais", avançou a especialista, e realçou que, na saúde, "o excesso de proteína causa vários problemas, e não é de todo benéfico em termos ambientais".
 
No final deste Ano Internacional das Leguminosas, e numa época festiva "que tende a propiciar exageros de alimentação", a Zero analisou as recomendações da Direção Geral de Saúde para o consumo de carne, ovos e pescado e comparou com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as quantidades destes produtos na alimentação dos portugueses.
 
"Para produzir uma quilocaloria de carne de vaca, por exemplo, precisamos de 174 quilocalorias", principalmente de alimentos para os animais, "o que é mais do que o necessário quando são consumidos alimentos vegetais e leguminosas", justificou Susana Fonseca.
 
Também no consumo de carne, o impacto em termos de consumo de água é 100 vezes superior àquele que é necessário para produzir leguminosas, além de implicar mais emissões de metano, um gás com efeito de estufa que agrava as alterações climáticas.
 
As leguminosas, como feijão, grão, lentilhas, favas ou ervilhas, fazem parte da dieta mediterrânica e da cultura gastronómica portuguesa, são, segundo a Zero, "uma excelente fonte de proteína e podem ser usadas como alternativa a este consumo de proteína animal".
 
Para o orçamento familiar, "fica mais caro [o uso de proteína animal], sabemos que a componente de proteína é das que acaba por ter mais peso" na despesa com a alimentação, especificou a especialista da Zero.
 
Assim, "estamos a desperdiçar dinheiro, estamos a consumir proteína que nos está a fazer mal, está a fazer mal ao ambiente e está a retirar-nos recursos financeiros", resumiu. ...»

Fonte e artigo completo em: Noticias ao Minuto.  Também em RR e Correio da Manhã

Ver comunicado da ZERO em: CONSUMO DE CARNE, OVOS E PESCADO É INSUSTENTÁVEL/

MENUS SUSTENTÁVEIS LEVANTAM VOO

Mäyjo, 11.02.17

refeicao-voos

Até há pouco tempo, o que se comia nos aviões não despertava o entusiasmo de boa parte dos passageiros. Mas algo está a mudar. No catering das companhias aéreas já entrou o conceito de “alimentação saudável e sustentável”.

 

Esta evolução não será suficiente para compensar a pegada ambiental dos meios de transporte aéreos, mas está a impor-se como um sinal dos tempos. Por todo o mundo encontram-se companhias a oferecer aos seus clientes menus sustentáveis, ou compostos por ingredientes “saudáveis”.

A KLM é uma das companhias que se tem destacado nesta área, ao oferecer aos seus passageiros que viajam em turística menus em caixas de cartão recicláveis e com indicações sobre os alimentos que contêm. A Air France é outro exemplo: serve alimentos provenientes da agricultura biológica e com origem certificada.

Também existem companhias asiáticas a aderir ao conceito de sustentabilidade alimentar. A Korean Air, por exemplo, abastece-se na sua própria quinta, situada nas encostas do monte Hallasan, na ilha de Jeju, onde são criadas galinhas e vacas em liberdade. Por seu turno a Thai Airways e a Air China mostram nos menus o impacto das emissões de CO2 de cada prato servido. Exemplos não faltam, a provar que os menus sustentáveis são a nova rota das companhias aéreas internacionais.

Foto: via Creative Commons 

Ajude a mapear as plantas invasoras

Mäyjo, 14.11.16

 

Nesta altura que ainda está em flor, ajude a mapear a erva-das-Pampasplanta exótica e invasora em Portugal, também conhecida por penachos ou plumas (Cortaderia selloana).

As espécies invasoras são uma ameaça à biodiversidade,  levando ao perigo de extinção espécies autóctones e causando o efeitos negativos a nível ambiental, económico, e na saúde pública.
 
Assim, partilhamos aqui o pedido de ajuda para o mapeamento da espécie invasora Cortaderia selloana.

Há por aí cidadãos-cientistas?

 
Precisa-se de ajuda de cidadãos-cientistas para mapear a invasora erva-das-Pampas.
 
Mas o que são plantas invasoras? 
 
Plantas invasoras são plantas que vieram de outros locais do mundo (exóticas), adaptaram-se muito bem no nosso território, e hoje em dia reproduzem-se e dispersam pelos seus próprios meios para longe dos locais onde foram introduzidas pelo Homem, causando impactes ambientais e económicos negativos.

 
 
Entre as piores plantas invasoras em Portugal, encontra-se a erva-das-Pampas, também conhecida por penacho ou plumas. Nesta altura do ano, esta espécie está em flor pelo que é mais fácil distingui-la na paisagem e vê-la onde geralmente não vemos.
Por isso, é a altura ideal para pedir a ajuda de todos para a colocar no mapa de avistamentos que existe no invasoras.pt – este mapa é uma plataforma de ciência-cidadã em que se conta com a colaboração de todos os cidadãos para construir o mapa das plantas invasoras em Portugal.

Quem pode colaborar?  
Todos! Todos podem ser cidadãos-cientistas ao ajudar a recolher informação sobre a localização das plantas invasoras.

Veja como pode ajudar (fonte e mais informação) em: http://invasoras.pt/vamos_colocar_a_erva_das_pampas_no_mapa/

Para mais informação, contactar invader@uc.pt